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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Re Começando os treinos

Poderia ser um post técnico, se eu tivesse alguma técnica para ensinar, mas só tenho entusiasmo, por isso o post fica mais do ladinho do incentivo.
O Projeto 50 anos poderia ter acabado em 2010, se eu não tivesse instituído na minha vida que não teria outra idade. Todos os anos daqui até sempre eu farei 50 anos. Terei um Projeto 50 anos todos os anos, isso com certeza vai me fazer viver.
O que eu queria mesmo era me preparar este ano para a primeira Maratona, mas não será definitivamente em 2011, ela vai ficar no Projeto de 2012.
Voltando a Meia, recomeçar é dificil, a dieta é pior, trabalhar o dia todo, treinar e ainda ter que fazer comida é coisa para mulheres, poderosas, heroínas, e eu sou "dessas" Pois é, por isso a dieta é dificil, mas correr acima do peso é muito pior. Eu tento, já emagreci 3,300kg, isso me faz sorrir na balança. Me sinto mais leve, meu pace fica melhor. Para as ladeiras que me colocam, para o volume que preciso fazer, quanto mais leve melhor.
Essa luta com a balança é injusta, tenho contra mim mesma, a menopausa, a idade e a necessidade de gastar muita energia para cuidar de todos que eu amo, a falta de tempo e principalmente a loucura incontrolável por chocolate, açúcar e afins.
Mas estou na luta, voltei com tudo: musculação, spinning e corrida, tudo com regras e eu bem diciplinada, vou seguir os treinos com todo gás, vai ficar em primeiro lugar, porque da minha satisfação pessoal vai sair o tudo que posso fazer por todos que estão a minha volta.
Foco na Meia e na Ponte, 21km que foram feitos em 2.15hs, vão ser percorridos em um tempo menor. Treino, diciplina e acima de tudo PRAZER!
Foi dado o pontapé inicial para o diário do segundo Projeto 50 anos!

domingo, 18 de julho de 2010


Foi a realidade intima e particular mais emocionante de muito tempo. Correr da Barra ao Aterro, a Meia Maratona do Rio de Janeiro, a minha cidade maravilhosa que só estava nas músicas e no nome, mas que se abriu para mim nesse trajeto, que me mostrou Deus na perfeição da natureza, que me livrou do medo de lugares fechados, que me mostrou que posso fazer bem o que me dedicar para tal. Eu cheguei, eu consegui, eu não parei, eu corri os 21km que há 8 meses pareciam inatingíveis.
Cheguei a Barra embaixo de chuva, minha família sonolenta me deixou e eu meio sem saber o que iria acontecer, mergulhei naquele mar de gente feliz e ansiosa, aquecimento com chuva, alongamento apertada na marquise, largada atrasada, o coração pulsava solitário naquele mar de gente. Foi dada a largada para o meu Projeto 50 anos, aquele que inventei para não envelhecer, passei pelo meu marido e filhas, abraços e beijos e emoção e confiança, corri para chegar, entrei no tunel, medo, mas eu conseguia ver a saida, a luz no fim do tunel, e o povo gritava, me senti melhor, cheguei. Cheguei na vista mais linda do Rio, o mar visto do Viaduto do Joá, é tudo tão lindo que a subida não se sente, não vi, corri ouvindo Golden Slumbers, caiu bem , era o meu sonho dourado e eu alí podendo olhar aquele mar bem calma, sem estar dentro do carro. Até que chorando cheguei a São Conrado e nem vi o tunel de novo, lá na frente estava a Niemeyer que me assustava, 2k de subida, Nem me lembro o que tocava no ipod, meu coração disparou na hora que pisei naquela Avenida, alguém me reconheceu pela camiseta,era a Adriana, resolvi subir com ela, conversando, social a pé na Niemeyer, só mesmo o Rio pode proporcionar esta social. Me despedi, queria melhorar o tempo, desci com tudo, sei que estava errada, mas desci, queria chegar ao Leblon, relembrar minha vida nos 3 bairros que percorri nesses 50 anos, Olhei meu tempo, pace 5,48, perfeito, estava ótima, mas faltava muito.Vi Elisa e Dra Liz, amizades que fiz na corrida, força, nos desejamos, segui. Cheguei a Ipanema, de longe vi minhas filhas e marido me esperando passar, que felicidade, nunca tinha experimentado essa força durante corridas, passei por eles me aplaudindo e o orgulho (bom) cresceu ao som de Astor Piazzolla em Adios Noninos, deu um nó na garganta pensei na minha vida , de como é possível conquistar a qualquer tempo, de tanta gente juntas alí cada um com seu objetivo para chegar no mesmo lugar, foi quando cheguei a Copacabana, onde tudo começou, nasci alí, só saí para casar, lembrei dos meu pai atleta tardio, que me deixou esse exemplo, e as pernas gritaram, músculos de 50 anos começaram a dar lugar a dor, nem reparei mais o que tocava, comecei a entrar em desespero, não podia parar, eu queria completar correndo, até que alguém me deu gelo, um Senhor e eu gritei " Eu estou chegando" e lembrei que sou um ser inteligente e que dentro do que me preparei não era hora de desespero, faltavam poucos quilômetros e tocou "Imagine" e eu lembrei que quando comecei tudo isso eu só queria sonhar, eu não queria envelhecer prostada, mal humorada, gritei de novo, aprovação total, todos gritaram também, tunel de novo, Aterro chegou, eu estava perto de tanta coisa que o nó na garganta voltou, falta de ar, eu não quero morrer, para de chorar, eu completei, terminei, venci, e passei pelo chegada juntinho com o terceiro lugar da Maratona, levantei os braços agradecendo como se toda aquela festa fosse para mim e ra, naquele momento eu quis que fosse, afinal, era o meu Projeto 50 anos, um projeto de inicio de vida, nasci com ele, contamino pessoas, faço elas sentirem vontade de começar .
Por tanto e todos que a corrida me proporcionou vou continuar dando o primeiro passo e com o pé direito ao meu Projeto 50 que vai em frente agora rumo a Maratona. Eu chego lá.

domingo, 4 de julho de 2010

Meia Maratona do Rio. Está virando realidade.


Estou na reta final do meu desafio maior, o primeiro e com certeza, por isso, o mais importante de todos que ainda estão por vir. Estou tensa, com um pouco de medo, medo não sei de que, sei que estou preparada, sem muita pretensão, não busco tempo , busco resistência, busco perseverança para completar correndo. Os treinos físicos estão em dia. Treino velocidade, ladeira, volume, mas fico pensando o que mais seria necessário para uma mulher que resolveu fazer algo por ela mesma e entendeu que se desafiar era o melhor caminho? Talvez entender de verdade que posso fazer qualquer coisa que determinar para minha vida. Tenho medo de fracassar, aprendi que na vida tudo pode acontecer, sei que não faz mal, mas não quero parar. Preciso de um mantra competente, isso sim.
Vou ter platéia, o que nunca tive em toda essa minha curta historia nas corridas, vou ter platéia de responsabilidade, marido, filhas, patrocinadora e amigos, gente que vai ficar apreensiva esperando eu passar, eu vou passar, isso eu garanto, só não sei a hora. Falando sério, pretendo fazer em 2hs e10m os 21km, sei que ´muito, mas é o que pretendo, é o resultado dos meus treinos, 8 meses depois, isso me parece um record mundial, se eu conseguir este tempo, serei uma recordista , uma vencedora, uma mulher que resolveu desafiar seus musculos que nem sabiam mais que eram músculos , resolveu desafiar seu coração a viver muito melhor, resolveu se disciplina no tempo da indisciplina permitida, serei outra mulher, aquela que eu estou moldando há 8 meses, com a ajuda de tantas pessoas que estarão comigo na Meia Maratona.
Estou nervosa a cada dia que passa, já corri 10 milhas duas vezes, subi a Perimetral depois de 12k corridos e venci, mas a Niemeyer me assusta, apesar de todo aquele mar, por isso vai me deixar emocionada, parece longe, do Pepe ao Aterro, correndo sem parar, tentando passar o tempo nos lugares lindos da minha cidade que nem reparo, vou continuar correndo e olhando, pensando nessa conquista solitária e ao mesmo tempo ao contrario disso. Com tanta gente aplaudindo e fazendo o mesmo, todos em busca do mesmo objetivo, pessoas de todos os lugares correndo na mesma direção, uns muito rápidos, outros mais lentos, mas para chegar no mesmo lugar, a felicidade da conquista, vencer o desafio, realizar, cruzar a linha de chegada e sorrir até chorar de alegria e satisfação, pronta para o próximo passo....
Estou tensa, mas encontrei meu mantra eficiente, Eu vou conseguir, como sempre.
Até lá e torçam por mim.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ainda descobrindo, aprendendo e correndo...

Estou indo para minha primeira corrida de 10 km. Também estou treinando para isso, foco direto nos treinamentos. A corrida é no próximo domingo, entendi hoje que a tensão é a maior inimiga, estou com dores nas pernas como consequencia, mas desafio é desafio, estarei lá para completar.
Os treinos foram bem legais, voltas fortes pequenas, 500 metros e 1km moderado, sempre fazendo 6, 8 km.
Fiz também por tempo, 7 minutos moderado e 3 forte., sempre correndo 40 minutos.
Uma vez por semana um " longuinho" de 1 hora e 15 m . O que não fiz essa semana por ter a corrida no domingo. Com esse treinamento, meu tempo diminuiu 5 minutos nos 5k., achei que correndo um pouco mais distancia o tempo voltaria ao que era antes, estava enganada, treinar com seriedade só rende lucros.
Por conta da tensã, as dores pioraram, fiquei abalada, é um balde de água fria, voce se preparar e um vacilo te tirar da prova.
Porém, mai uma coisa aprendida e armazenada, o ALONGAMENTO, faz milagres, é tão necessário quanto o aquecimento, passei na academia, me alongaram muito bem e estou sem dor, Vou repetir esse alongamento mais tarde e ficar descansando. Esse desafio eu não posso perder. Aterro do Flamengo amanhã vou te pisar de ponta a ponta, sem dor e FELIZ.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Desafios

A palavra sempre me pareceu boba, afinal, sou uma ariana, isso faz ou fazia parte do meu diário.
Vivi a vida toda me desafiando, muitas vezes, quando jovem, nem ligava para o resultado, o importante era o novo.
Eis que chegou a tão famosa " meia idade", os desafios daquela ariana jovem, começam a ter uma outra cor, parecem escuros, o Sr. Tempo começa a te apressar e ou a falta dele te faz esquecer o novo e se acomodar com o que voce tem, mesmo que seja na memória.
Até que voce conhece algo que te mostra que nunca é tarde e que desafios são possíveis e que melhor ainda, voce pode conseguir chegar ao objetivo final.
Pois é, a corrida me fez esse bem, desde que comecei a correr, desafio passou a ser a minha oportunidade de viver bem, me sentir saudável, não ter medo da idade, me sentir orgulhosa quando posso comentar e receber elogios, até mesmo contaminar pessoas com meu vício de correr e de me desafiar.
Ter paciência para vencer o desafio e passar para o próximo, passo a passo, dia a sia, evoluindo, conhecendo seus limites, buscando supera-los, conversar com seu corpo é a oportunidade que tenho para cuidar bem da minha morada, que é o meu corpo e mente.
Desafios são imprescidiveis para minha saúde mental. Eu recomendo.